I SIMPÓSIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
COEDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO
FÍSICA ESCOLAR: QUANDO O GÊNERO IMPORTA – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Fabiano Devide (Prof.
Associado – IEF/UFF, GREGEF)
Leandro de Brito
(Prof. Adjunto – CPII, GREGEF)
Juliana Pelluso (Mda.
ENSP/Fiocruz, GREGEF)
Leonardo Peçanha (SSEX/BBOX,
GREGEF)
Cristina da Rocha
(Lda. Educação Física/UFF, GREGEF)
Izabela Moreira (Lda.
Educação Física/UFF, GREGEF)
Filipe de Moura (Ldo.
Educação Física/UFF, GREGEF)
Pedro de Souza (Ldo.
Educação Física/UFF, Educa Skate, GREGEF)
Pedro Fernandes (Ldo.
Educação Físca – UFF, GREGEF)
Diovana Santos (Lda.
em Educação Física – UFF, GREGEF)
Este relato de experiência traz reflexões
sobre o curso de extensão “Coeducação e Educação Física escolar: quando o
gênero importa”. O curso foi ministrado pelo Grupo de Pesquisa em Relações de
Gênero na Educação Física – GREGEF/CNPq, no Instituto de Educação Física da
Universidade Federal Fluminense. Destinado a licenciandos(as) e professores(as)
de Educação Física escolar (EFe) de instituições públicas, foi organizado em
três encontros teórico-práticos, presenciais e quinzenais, totalizando nove
horas/aula. Os objetivos foram: a) conhecer a abordagem da Coeducação; b)
apropriar-se de conceitos-chave dos estudos de gênero; c) sensibilizar-se para
a necessidade de promoção da equidade de gênero na EFe; d) refletir sobre
possibilidades de sistematização de atividades coeducativas na EFe; e e)
vivenciar atividades coeducativas. O relato se justifica por conferir
visibilidade à temática do “gênero” na conjuntura sócio-política e histórica
atual, ampliando possibilidades metodológicas da EFe, promovendo uma
intervenção coeducativa, que reconheça e valorize as diferenças, garantindo a
equidade de oportunidades entre meninos e meninas. Este relato tem por
objetivos efetuar uma avaliação sobre: o impacto deste curso na formação
inicial e continuada de licenciandos(as) e docentes de EFe; a formação inicial
e continuada de pesquisadores(as) do GREGEF; assim como identificar sugestões
para a organização do curso. Para tal, aplicou-se um questionário misto nos
inscritos(as) e ministrantes do curso, cujos dados foram interpretados à luz da
Análise de Conteúdo. A partir dos questionários dos inscritos(as), concluímos
que o curso: “atendeu” ou “superou” as expectativas, assim como os objetivos
propostos no planejamento; possibilitou a reflexão entre teoria e prática,
fornecendo ferramentas para sistematização de atividades coeducativas na EFe;
teve seus conteúdos avaliados como “muito relevantes” ou “relevantes” por
todos(as) inscritos(as), enquanto a maioria avaliou a sua operacionalização
como “ótima” ou “boa”. No que tange aos questionários daqueles(as) que
ministraram o curso, a maioria destacou de forma positiva a construção coletiva
do curso (formato, carga horária, conteúdos, bibliografia) com integrantes do
GREGEF de diferentes graus de titulação. No que tange à formação inicial e
continuada como professores(as) e pesquisadores(as), a docência no curso
possibilitou construir, ampliar e revisitar conhecimentos sobre gênero e
Coeducação, aplicados na docência da EFe, com vistas à promoção da equidade de
gênero; assim como reforçar hábitos de estudo, ampliar e compartilhar
conhecimentos – incluindo aqueles trazidos pelos(as) inscritos(as); refletir
sobre pesquisas em andamento nos Estudos de Gênero, além de problematizar a
relação teoria e prática no ensino da EFe, com ênfase na operacionalização da
Coeducação. As sugestões oferecidas foram: ampliar os conteúdos das vivências
coeducativas; ampliar a carga horária das vivências práticas; organizar aulas
semanais; aprimorar a divulgação; ampliar o público; e construir material online.
Concluimos que o curso teve um impacto positivo na formação inicial e
continuada de inscritos(as) e pesquisadores(as) em formação no GREGEF.
Palavras-chave: Educação Física escolar,
Coeducação, Gênero.
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